Profissionais da saúde do Amapá recebem capacitação para diagnóstico precoce de doenças da infância
- Lorena Senna

- 29 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Médicos e enfermeiros dos municípios de Santana e Mazagão estão participando de uma capacitação voltada ao diagnóstico e tratamento adequado de doenças comuns na infância. O treinamento, que segue até sexta-feira (29), reúne 29 profissionais e tem como objetivo qualificar o atendimento às crianças que vivem em áreas ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

O curso Atenção Integrada das Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI Criança) acontece na Escola Estadual Militar Igarapé da Fortaleza, em Santana. A metodologia utilizada promove uma avaliação sistemática do quadro clínico das crianças, reforçando a importância da vacinação, do acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil por meio da puericultura.
Segundo a área técnica da Saúde da Criança da Sesa, a capacitação prepara os profissionais para reconhecer fatores de risco, identificar sinais clínicos e decidir sobre a conduta mais adequada: se a criança pode ser acompanhada em casa, se precisa de tratamento ambulatorial ou se deve ser encaminhada imediatamente a um hospital de referência.
Para os participantes, o aprendizado representa um avanço no atendimento à população. A enfermeira Claudiane Saraiva, que atua em Mazagão, destacou que a formação reflete diretamente no cuidado prestado:
“Essas doenças são as mais comuns no nosso dia a dia. O curso amplia nosso conhecimento e nos ajuda a oferecer um cuidado mais seguro e qualificado para as crianças”, disse.
Já a enfermeira Regina Ferreira, da UBS Igarapé do Lago, em Santana, ressaltou a importância da valorização da caderneta da criança:

“Agora temos ferramentas para identificar melhor doenças respiratórias, problemas auditivos e sinais de desnutrição. Também entendemos que a caderneta não serve apenas para vacinas, mas é um instrumento de prevenção e orientação para as famílias”, explicou.
A Estratégia AIDPI, adotada pelo Ministério da Saúde, é baseada em três pilares: capacitação dos profissionais, reorganização dos serviços de saúde e orientação às famílias.

No Amapá, a iniciativa busca reduzir os índices de morbimortalidade infantil, garantindo diagnóstico precoce, tratamento adequado e integração entre os diferentes níveis de atenção.



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