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Facção é suspeita de ordenar execução de mulher em Macapá: dois detentos do Iapen são alvos de mandados

Crime ocorreu em fevereiro; vítima foi assassinada com sinais de tortura e corpo coberto de sal. Polícia busca terceiro envolvido, foragido desde janeiro.

A Polícia Civil do Amapá cumpriu, nesta quarta-feira (18), dois mandados de busca e apreensão contra detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), suspeitos de envolvimento direto na execução brutal de uma mulher de 31 anos. O homicídio aconteceu no dia 14 de fevereiro de 2025, no bairro Jardim Marco Zero, Zona Sul de Macapá.


De acordo com as investigações, a vítima teria sido morta sob a suspeita de colaborar com as forças de segurança, o que teria motivado a ação de uma facção criminosa que domina a região onde o crime ocorreu. O corpo da mulher foi encontrado em uma área de mata, com uma corda amarrada no pescoço e completamente coberto por sal, um possível indicativo de ritual ou tentativa de dificultar a identificação e deterioração do cadáver.


A polícia informou que chegou até os dois detentos após o depoimento de testemunhas que apontaram o envolvimento de um deles, que já possui histórico de crimes violentos cometidos no interior do estado. Ambos os suspeitos continuam presos no Iapen, mas agora também respondem por homicídio qualificado e associação criminosa.


As diligências também revelaram a participação de um terceiro indivíduo no assassinato. Esse suspeito está foragido desde janeiro deste ano, quando escapou do sistema prisional.


As autoridades estão em busca de informações que levem à sua localização e captura.


O delegado responsável pelo caso, que mantém a identidade dos investigados sob sigilo, destacou que o crime tem fortes indícios de ter sido ordenado de dentro da penitenciária, reforçando a atuação de facções criminosas com ramificações internas e externas ao sistema prisional do estado.


“A crueldade com que esse crime foi executado mostra a brutalidade com que essas facções agem para manter o controle nas áreas onde atuam. Estamos empenhados em desarticular esses grupos e levar todos os envolvidos à Justiça”, afirmou o delegado.


As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o foragido seja repassada de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

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