“Alanzinho” é condenado a mais de 29 anos por execução ligada a facção em Santana
- Cidade News

- há 2 dias
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Condenado a 29 anos, 3 meses e 22 dias de reclusão em regime inicial fechado, Alan Barbosa Lima, conhecido como “Alanzinho”, foi considerado culpado pela execução a tiros de Leonardo Rodrigues Cardoso Azevedo, no município de Santana.
A sentença foi proferida na quarta-feira, 25, durante julgamento no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal. A condenação, obtida pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), inclui os crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa, com aumento de pena pelo uso de arma de fogo.
A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Horácio Coutinho.
O crime ocorreu na noite de 6 de janeiro de 2023, na Avenida Maria Colares, no bairro Nova Brasília. Segundo as investigações, a vítima foi surpreendida por dois ocupantes de um veículo, que desceram já efetuando diversos disparos.
Leonardo Rodrigues ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Emergência de Santana.
As investigações apontaram que a execução foi premeditada. Os autores aguardaram o momento ideal para atacar, impedindo qualquer chance de reação da vítima. Após os primeiros disparos, um dos envolvidos ainda se aproximou para garantir a morte.
De acordo com a denúncia, o homicídio está relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam na região, cenário que tem contribuído para o aumento da violência no município.
Durante o julgamento, foram ouvidos testemunhas, policiais e familiares da vítima. Os depoimentos reforçaram que Leonardo estava desarmado e foi atingido de forma repentina, sem possibilidade de defesa.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, mantendo as qualificadoras de motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima, além de confirmar a participação do réu em organização criminosa armada.
Na decisão, o juiz Julle Mota destacou a gravidade da conduta, ressaltando o caráter premeditado do crime e os impactos causados à família da vítima, especialmente aos filhos menores.
📸 Foto: MP/Reprodução
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