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PF investiga esquema de tráfico com envolvimento de policiais e ligação com o Amapá

Organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 40 milhões e utilizava agentes públicos para facilitar envio de drogas; líder está foragido.


A Polícia Federal revelou um esquema de tráfico de drogas com ramificações no Pará, Amapá e outros estados, que pode envolver ao menos 40 agentes de segurança, entre policiais militares e guardas municipais. A investigação também aponta conexões internacionais da organização criminosa.


O principal investigado é o guarda municipal Pedro de Moraes Santos Garcia, considerado foragido. Segundo a polícia, ele deixou sua residência antes do cumprimento dos mandados judiciais, levantando a suspeita de possível vazamento de informações sobre a operação.


De acordo com as investigações, o suspeito teria movimentado cerca de R$ 40 milhões em contas bancárias ao longo de três anos e assumido posição de liderança na facção conhecida como Família Terror do Amapá (FTA), sendo responsável por coordenar o envio de drogas para o estado.


Drogas eram enviadas em balsas e escondidas em eletrodomésticos


As apurações indicam que entorpecentes como maconha e cocaína saíam do Pará com destino ao Amapá, principalmente por meio de balsas. Para tentar driblar a fiscalização, a droga era escondida em sucatas e até dentro de eletrodomésticos, como airfryers.


A organização também utilizava familiares e terceiros como “laranjas” para lavar o dinheiro ilícito. Um desses operadores financeiros chegou a movimentar cerca de R$ 5 milhões.


Envolvimento de agentes públicos agrava o caso


A investigação aponta ainda a participação direta de policiais militares no esquema, tanto no tráfico quanto na lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que integrantes das forças de segurança chegavam a se apropriar de drogas apreendidas de outras facções, como o Comando Vermelho, para revendê-las.


Durante a operação realizada nesta terça-feira (31), foram presos os policiais militares Fernando Henrique da Silva Albernaz e José das Graças Peres Monteiro, além de um civil ligado à corporação.


Além do tráfico, o grupo também é investigado por envolvimento em crimes graves, incluindo sequestros e ações violentas. Entre os casos citados está um assalto a uma embarcação registrado em 2021, no Pará.


As investigações seguem em andamento, e novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.

 
 
 

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