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Petrobras avança na perfuração do poço Morpho e está a mil metros de atingir reservatório na costa do Amapá

  • Foto do escritor: Hugo Delleon
    Hugo Delleon
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

A Petrobras está próxima de concluir a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-059, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. Segundo a diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia dos Anjos, restam cerca de mil metros para que o navio-sonda atinja o reservatório.


De acordo com a executiva, o alvo da perfuração está a aproximadamente 6 mil metros de profundidade, sendo que a operação já alcançou a marca de 5 mil metros. Recentemente, a equipe superou uma zona de pressão anormal, considerada uma das etapas mais críticas do processo, que exige monitoramento rigoroso e cautela extrema.


A perfuração do poço Morpho é considerada uma operação complexa, dividida em seis fases. Atualmente, os trabalhos estão na quinta etapa, com previsão de conclusão da fase final ainda nas próximas semanas. A expectativa da estatal é avaliar o potencial da área, considerada promissora dentro da Margem Equatorial.


A diretora destacou que a Petrobras possui seis blocos na Bacia da Foz do Amazonas e um planejamento que prevê a perfuração de oito poços. No bloco FZA-M-059, a empresa já solicitou autorização para perfuração de poços contingentes, que dependerão dos resultados obtidos com o poço Morpho.


Caso o resultado seja positivo, a companhia pretende avançar rapidamente na exploração de outros pontos com características semelhantes na região. Atualmente, a perfuração está sendo realizada pelo navio-sonda ODN II, da Foresea. Após essa etapa, a Petrobras pretende deslocar a embarcação para o prospecto Mãe de Ouro, no Rio Grande do Norte.


Entenda o caso


Recentemente, a Petrobras solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis autorização para utilizar o navio-sonda Amaralina Star (NS-43), da Constellation, em atividades exploratórias no mesmo bloco. Segundo a companhia, a utilização de uma segunda sonda é estratégica para ampliar a capacidade operacional, especialmente diante da existência de múltiplos blocos e poços contingentes na região.


A expectativa em torno da perfuração do poço Morpho reforça o potencial da Margem Equatorial como uma nova fronteira de exploração energética no Brasil.


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