Operação Boleto Fantasma 2 desarticula grupo que aplicava golpes com sites falsos no Amapá
- Cidade News

- há 1 dia
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A Polícia Civil do Amapá deflagrou a segunda fase da Operação Boleto Fantasma, que resultou na prisão de sete suspeitos e na desarticulação de uma organização criminosa investigada por aplicar golpes por meio de sites falsos que simulavam a emissão de segunda via de contas de energia.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-CCIBER) e contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), das Polícias Civis de Goiás e Santa Catarina, além do Núcleo de Operações de Inteligência (NOI) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão e 20 medidas de sequestro de bens nos estados de Goiás e Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, dois investigados permanecem foragidos.
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, entre eles um Porsche, duas BMWs, dois caminhões e uma motoaquática, além de dinheiro em espécie, ouro, prata, um relógio Rolex, equipamentos eletrônicos, documentos e dispositivos de armazenamento de dados.

De acordo com a investigação, apenas a apreensão física de dinheiro, metais preciosos e do relógio de luxo está avaliada em aproximadamente R$ 311 mil, enquanto os equipamentos eletrônicos apreendidos ultrapassam R$ 200 mil em valor estimado.
Como funcionava o golpe
Segundo a DR-CCIBER, os criminosos criavam páginas falsas que imitavam os canais oficiais da concessionária de energia do Amapá para emitir supostas segundas vias de faturas.
As vítimas realizavam os pagamentos por boleto, PIX ou QR Code acreditando estarem quitando suas contas, mas os valores eram direcionados para contas controladas pela organização criminosa.
Ainda conforme a investigação, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, com integrantes responsáveis pela criação dos sites fraudulentos, divulgação por anúncios patrocinados, atendimento às vítimas, processamento dos pagamentos, movimentação financeira e ocultação do patrimônio.
Prejuízo supera R$ 5 milhões







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