Funcionário da Caixa no Amapá é acusado de desviar R$ 17 mil para apostas
- Paullynna Maria Ribeiro Figueiredo
- há 4 dias
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O suspeito confessou o crime e afirmou ser viciado em jogos; a Caixa Económica Federal pede agora o ressarcimento de mais de R$ 19 mil.
Um funcionário da Caixa Económica Federal, lotado na agência do bairro Pacoval, na Zona Norte de Macapá, está a ser investigado por desviar mais de R$ 17 mil da instituição. Segundo as investigações conduzidas por uma comissão interna e que agora tramitam na 6ª Vara da Justiça Federal do Amapá, o montante teria sido utilizado para alimentar o vício do servidor em jogos de apostas online.
O esquema foi descoberto durante uma conferência diária de rotina realizada por outro servidor, enquanto o acusado, identificado como Patrick Barbosa Mira, estava afastado por motivos de saúde em janeiro de 2025. Patrick, que já foi demitido por justa causa, confessou os desvios e afirmou ter agido num momento de "desespero financeiro".
Como funcionava o esquema
Segundo o processo, os desvios ocorreram entre os dias 18 e 30 de dezembro de 2024. Patrick informava valores fictícios ao fechar o caixa no final do expediente para ocultar a falta de numerário. O dinheiro real era transferido via PIX para a conta da sua mãe e, posteriormente, repassado para a sua própria conta, de onde era enviado para plataformas de apostas.
Em depoimento, o ex-funcionário declarou que a sua mãe tinha conhecimento das transações e que ele já sofria com o vício em jogos há vários anos. Patrick afirmou estar sob tratamento psicológico e psiquiátrico e manifestou interesse em devolver os valores desviados à instituição bancária.
Medidas Judiciais e Ressarcimento
A Caixa Económica Federal não aceitou apenas a confissão e entrou com uma ação judicial para garantir o ressarcimento integral. O valor cobrado pela instituição ultrapassa os R$ 19 mil, já incluindo as devidas correções financeiras e juros acumulados no período.
Além do pagamento, a Caixa solicita ao Poder Judiciário o bloqueio de bens do ex-servidor, a aplicação de multa civil e a suspensão dos seus direitos políticos por um período de até 12 anos. O caso corre em segredo de justiça devido à exposição de dados bancários de terceiros envolvidos nas transações. A instituição reforçou, em nota, que colabora plenamente com as autoridades para o esclarecimento total dos factos.



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