FLIMAC inicia ações literárias em territórios de vulnerabilidade social em Macapá
- Gabriela De Matos
- 29 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Com o objetivo de democratizar o acesso à leitura e às artes da palavra, o 4º Festival Literário de Macapá (FLIMAC) iniciou, nesta segunda etapa, uma série de atividades formativas e de mediação de leitura em comunidades de vulnerabilidade social da capital amapaense.
A programação itinerante começou no último dia 28 de outubro, na Ponte do Malha, no bairro Zerão, com uma noite repleta de intervenções artísticas, exposições fotográficas, contação de histórias e exibição de vídeos. O evento reuniu moradores da região, escritores, artistas e mediadores de leitura, em um encontro voltado para o estímulo à leitura e à valorização das expressões culturais locais.
As ações seguem agora para o Habitacional São José, no bairro Buritizal, no dia 1º de novembro, e se encerram no Residencial Nelson dos Anjos, no bairro Congós, no dia 7 de novembro. Em cada local, o festival leva uma programação gratuita que inclui exposições, oficinas, palestras e atividades interativas com o público.
Essas atividades compõem o eixo social do festival, que busca aproximar a literatura de públicos que historicamente têm pouco acesso a espaços culturais. A proposta é levar o FLIMAC para dentro dos territórios, reafirmando a leitura como um direito e uma prática cotidiana.
“Levar literatura para onde ela quase nunca chega é plantar continuidade”, resume a coordenadora-geral do festival, Carla Nobre. Segundo ela, as ações funcionam como abertura de portas — não apenas levam livros e experiências de leitura, mas também convidam os moradores a se reconhecerem como produtores de linguagem e memória.
O Festival Literário de Macapá é uma idealização do Coletivo Juremas de Literatura, com produção da Oí Noíz Akí e da Central de Produção Colaborativa. A edição de 2025 é realizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio do Conselho Estadual de Política Cultural, da Secretaria Estadual de Cultura do Amapá e do senador Randolfe Rodrigues.
Programação
Residencial São José – 01/11 – 17h
Exposição fotográfica “Olho de Pedra” – Dil Sanches
Exposição poética “A Trilha do Mar” – Ana Anspach
Exposição fotográfica “Ribeirinhos e Urbanos” – Raih Amorim
Exposição “Vidas e Entrelaços” – Bárbara Ribeiro
Intervenções “Liberte uma Poesia” – Alda Sirleni e “Mandalas Poéticas” – Pedro Henrique
Palestra “Uma Cartografia de Memórias da Terra Indígena do Uaçá” – Dionísio Caripunas
Cine Juremas
Contação de histórias: Pedrinho da Umbanda (Camila Nobre e Gizele Belfor) e A Greve das Fadas Madrinhas (Jaciara Martins)
Intervenção “Arte na Pele” – Naldo
Residencial Nelson dos Anjos – 07/11 – 16h
Exposição fotográfica “Olho de Pedra” – Dil Sanches
Exposição poética “A Trilha do Mar” – Ana Anspach
Exposição fotográfica “Ribeirinhos e Urbanos” – Raih Amorim
Exposição “Vidas e Entrelaços” – Bárbara Ribeiro
Intervenções “Liberte uma Poesia” – Alda Sirleni e “Mandalas Poéticas” – Pedro Henrique
Palestra “Uma Cartografia de Memórias da Terra Indígena do Uaçá” – Dionísio Caripunas
Cine Juremas
Contação de histórias: Pedrinho da Umbanda (Camila Nobre e Gizele Belfor) e A Greve das Fadas Madrinhas (Jaciara Martins)
Intervenção “Arte na Pele” – Naldo
Animação cultural com Glauce Aragão (Kekeu Paçoca)

Comentários