Após vazamento MPF pede suspensão da exploração de petróleo na Foz do Amazonas
- Paullynna Maria Ribeiro Figueiredo
- há 16 horas
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Pedido cita riscos ambientais após acidente registrado durante operação ligada à exploração pet

Ministério Público Federal pediu suspensão imediata da licença para exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento registrado durante operação na região. Solicitação foi encaminhada à Justiça Federal e reforça questionamentos sobre impactos ambientais relacionados ao projeto conduzido pela Petrobras.
Pedido do MPF menciona acidente envolvendo vazamento de fluido de perfuração no mar durante atividades realizadas no bloco FZA-M-59, área localizada na Margem Equatorial brasileira. Órgão argumenta que episódio amplia preocupações sobre segurança ambiental e necessidade de revisão do licenciamento concedido para exploração petrolífera.
Relatórios técnicos apontam que substâncias presentes no fluido liberado no oceano possuem classificação de risco médio para saúde humana e ecossistema aquático. Ibama confirmou ocorrência do acidente e aplicou multa milionária relacionada ao caso.
Região segue no centro de debate ambiental
Foz do Amazonas se tornou um dos principais focos das discussões ambientais no país desde o avanço dos projetos de exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira. Área abrange litoral do Amapá e do Pará e é considerada ambientalmente sensível devido à biodiversidade marinha e presença de comunidades tradicionais.
Licenciamento da Petrobras já vinha sendo questionado por organizações ambientais e pelo próprio MPF desde o início das discussões sobre exploração na região. Órgão defende realização de análises mais amplas sobre impactos climáticos, sociais e ambientais relacionados às atividades petrolíferas.
Pesquisas sísmicas e projetos de perfuração na Foz do Amazonas também geram preocupação entre especialistas por conta dos possíveis impactos sobre fauna marinha, territórios indígenas e áreas costeiras da Amazônia.
Processo segue em discussão na Justiça
Recurso apresentado pelo Ministério Público Federal tenta manter tramitação do processo no Pará, após decisão que transferiu ação para Justiça Federal no Amapá. Documento reforça pedido de suspensão ou anulação da licença ambiental concedida para exploração petrolífera na região.
Petrobras afirma que atividades seguem critérios técnicos e ambientais definidos pelos órgãos reguladores. Debate sobre exploração na Margem Equatorial envolve diferentes setores do governo, entidades ambientais e representantes políticos do Norte do país.



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