A bomba poderosa que Israel estaria pressionando EUA a usar contra o Irã
- Hugo Delleon

- 17 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Até agora os americanos não deram a Israel acesso à única bomba que provavelmente seria capaz de penetrar no complexo nuclear subterrâneo do Irã.

Israel conseguiu avanços importantes em sua missão de atingir o programa nuclear do Irã — mas analistas dizem que o sucesso militar de Israel depende do apoio dos Estados Unidos.
Os EUA têm apoiado Israel com armas, mas até agora os americanos não deram acesso à única bomba que provavelmente seria capaz de penetrar no complexo nuclear subterrâneo do Irã em Fordow.
Trata-se da Massive Ordnance Penetrator (MOP, ou também conhecida como GBU-57), uma bomba de 13,6 mil kg, que é tão pesada que só pode ser lançada por bombardeiros estratégicos B2, que Israel não possui.
Esse tipo de bomba é conhecida como "arma antibunker" ou "arma destruidora de bunker" — e é projetada para destruir alvos que estão enterrados abaixo do solo, como é o caso de parte do complexo nuclear do Irã em Fordow.
As armas antibunker são pesadas e, ao caírem no solo, penetram camadas de terra ou concreto. Elas explodem só depois de atingir a profundidade máxima.
Israel já vem usando armas antibunker de menor potência.
Justin Bronk, do Royal United Services Institute (RUSI), fez uma análise de imagens de satélite do complexo nuclear iraniano após os ataques de Israel na semana passada.
Embora inconclusivo, Bronk disse que o padrão de explosões "corresponderia ao uso de bombas penetrantes. Provavelmente GBU-31(V)3 ou até mesmo GBU-28, mais especializadas em penetração".
Essas armas antibunker foram foram usadas por Israel em operações em Gaza e no Líbano, contra grupos como o Hamas e o Hezbollah.
Mas nenhuma tem a potência da americana MOP.
As bombas antibunker de Israel têm capacidade para penetrar até 6 metros de concreto armado. Já a MOP teria capacidade de atingir uma profundidade dez vezes maior — de 60 metros.
A MOP funciona sem nenhum tipo de propulsor. Ou seja, ela é apenas lançada do avião, e guiada em alta-precisão por aletas de grade, que direcionam a bomba. Depois que ela atinge sua profundidade máxima, ela é detonada.
Por contar apenas com a gravidade para atingir o chão, a bomba precisa ser lançada de uma altitude muito grande. Ela também é muito pesada — e por isso precisa de aviões especiais, como os B2 americanos ou britânicos.
Segundo o jornal britânico Times, em abril o presidente americano, Donald Trump, teria sinalizado que poderia ser juntar aos esforços de Israel contra o Irã ao enviar bombardeiros B2 à ilha britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico. No entanto, os bombardeiros só foram usados em missões contra alvos houthis no Iêmen, e nunca em missões contra o Irã.
Os bombardeiros não estariam equipados com MOPs, segundo o jornal. Acredita-se que essas bombas são tão raras que os EUA só produziram cerca de 20 delas até hoje.


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